
A quatro semanas da eleição presidencial nos Estados Unidos, pesquisas de intenção de voto indicam que o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, ampliou a vantagem sobre o presidente americano, Donald Trump.
A data oficial é 3 de novembro, mas a eleição presidencial já está acontecendo pelo correio e em 18 estados onde já é possível votar presencialmente.
Algumas sessões eleitorais tiveram fila nesta terça-feira (6).
Quatro milhões e quinhentos mil americanos já votaram. Em 2016, nesse mesmo período, eram pouco mais de 400 mil.
De segunda (5) para terça (6), a vantagem do candidato do Partido Democrata, Joe Biden, sobre Trump aumentou na média das pesquisas nacionais.
Biden agora tem 51,2 % das intenções de voto, contra 42,2% de Trump. Dois temas dominam a corrida: a economia e a Covid.
Nas redes sociais, Trump comparou a doença a uma gripe e afirmou: estamos aprendendo a conviver com a Covid, que em algumas populações é muito menos letal.
O Facebook retirou a mensagem do presidente e alertou que costuma remover mensagens enganosas sobre a gravidade da Covid.
Nos Estados Unidos, 178 mil pessoas morreram de gripe nos últimos cinco anos e mais de 210 mil morreram de Covid em oito meses.
Apesar de ainda estar infectado, o presidente também disse que está ansioso para o próximo debate, marcado para a semana que vem.
Joe Biden já afirmou que, se os médicos considerarem seguro, ele está disposto a participar.
O médico da presidência informou que Trump não apresenta mais nenhum sintoma e que o nível de oxigênio no sangue está entre 95 e 97% – dentro do que os médicos consideram normal.
Na segunda, o presidente falou sobre a própria doença: “Eu sabia do perigo, mas tinha que fazer isso. Eu fiquei na linha de frente e liderei o país. Ninguém que é um líder deixaria de fazer o que eu fiz”, afirmou o presidente.
A estratégia do presidente é clara: quer que os eleitores vejam a doença dele como uma consequência da postura de coragem no enfrentamento da pandemia. Já os críticos afirmam que, longe de ser inevitável, a contaminação do presidente é consequência direta do fato de Trump rotineiramente ignorar as recomendações para evitar o contágio, como o uso de máscara e o distanciamento social.
A estratégia de Biden é mostrar para o eleitor que ele leva a ameaça da pandemia a sério e respeita as orientações dos médicos e cientistas,.
O candidato do Partido Democrata fez campanha no estado decisivo da Pensilvânia.
Ele disse: “Pagamos um preço muito alto por permitir que as profundas divisões políticas desse país influenciassem como a gente lida com o coronavírus.”
Biden lembrou que usar máscara e respeitar o distanciamento social não são posicionados políticos, são recomendações científicas. E completou: “Não podemos desfazer o dano que foi feito, mas podemos muito melhor a partir de hoje.”
Informações de G1.








